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terça-feira, 14 de setembro de 2010

É possível descobrir quem serão os senadores eleitos?

Jc On Line

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Mais uma vez abordo a eleição do Senado por necessidade. Algumas questões surgiram. A pesquisa do Datafolha divulgada no dia 10/09 mostra o que todas elas têm mostrado: existe uma forte indefinição na disputa do Senado em Pernambuco. A indefinição ainda persiste em razão do alto percentual de indecisos – 32% dos entrevistados não sabem em quem votar para uma vaga e 21% para as duas vagas.

Ressalto, ainda, que 20% votam em branco/nulo para uma ou duas vagas. Portanto, a indefinição permanece. Considerando o Cenário das Pesquisas, observo que:

Humberto Costa pode ter: 41% - 44% - 47% - (Margem de erro da pesquisa Datafolha: 3%);

Marco Maciel pode ter: 29% - 32% -35% - (Margem de erro da pesquisa Datafolha: 3%);

Armando Monteiro pode ter: 27% - 30% - 33% - (Margem de erro da pesquisa Datafolha: 3%).

O ideal para Humberto Costa é que ele tenha hoje: 44% contra 29% de Maciel e 27% de Armando. O melhor cenário para Maciel é: 35% para o candidato democrata contra 41% do candidato petista e 27% do competidor do PTB. Armando torce que a realidade seja a seguinte: Armando 33% versus Maciel com 29% e Humberto Costa com 41%.

Ao analisar com cuidado os possíveis cenários, concluirmos que os três competidores poderão vencer a disputa em um contexto de alto percentual de indecisos. A pesquisa do Datafolha, portanto, não trouxe nada de novo.

Destaco, contudo, que é possível que tenhamos surpresas nas eleições para o Senado em vários estados do Brasil. As surpresas advêm por conta de que o eleitor votará em dois senadores. Deste modo, indago e respondo:

1. Diante de vários candidatos competitivos, como é o caso de Pernambuco, quem está em primeiro poderá vir a perder a eleição? Sim, pois basta que o eleitor do segundo melhor colocado vote maciçamente, na segunda vaga, no candidato que se encontra, neste i nstante, em terceiro ou em quarto;

2. É possível que o eleitor vote em apenas um senador? Sim, por erro ou desinteresse isto pode ocorrer. Por consequência, a diferença entre os competidores poderá ser apertada – considerando um quadro competitivo como é o caso de Pernambuco.

3. Governadores bem avaliados podem eleger os seus senadores? Sim. E este é o caso de Pernambuco. Entretanto, por conta de estratégias equivocadas, Armando e Humberto fazem com que a disputa com Maciel não esteja atrelada a eleição de governador. Portanto, a influência de Eduardo Campos talvez não seja decisiva. Humberto e Armando parecem candidatos ao governo e não ao Senado.

4. E Jungmann poderá ser a surpresa? Afirmar categoricamente que o candidato do PPS vencerá a eleição é ser mais do que otimista. Mas supor que ele não poderá vencer é pessimismo em demasia. Jungmann tem hoje, possivelmente, os seguintes percentuais: 10%-13%-16%. Não desprezo a possibilidade do crescimento de Jungmann.

Voltarei avaliar a disputa para o Senado só na semana final da eleição. Não sou tão afoito como pareço!

Adriano Oliveira
Professor Adjunto do Departamento de Ciência Política (UFPE)
Coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégias e Política Eleitoral (UFPE)

terça-feira, 27 de julho de 2010

MARCO MACIEL: JARBAS AINDA PODE CRESCER, E MUITO



Marília Banholzer
Do JC Online

Ao maior estilo Jarbas Vasconcelos (PMDB), o candidato ao Governo pernambucano fez uma rápida caminhada na noite desta terça-feira (27), no Conjunto Residencial 27 de Novembro, UR 2, no Ibura, Recife. O senador percorreu cerca de 500 metros em 30 minutos. Sem muita animação, Jarbas foi seguido por poucos eleitores, muitos eram adolescentes, ainda sem idade para votar.

No ato, o peemedebista foi acompanhado pela sua vice, Miriam Lacerda (DEM), e pelos candidatos ao Senado pela chapa 'Pernambuco pode Mais', Marco Maciel (DEM) e Raul Jungmann (PPS). Quem também marcou presença no evento foi o deputado estadual Pedro Eurico (PSDB) e o deputado federal Raul Henry (PMDB), ambos, candidatos à reeleição.

Jarbas preferiu não repercurtir as polêmicas geradas nos últimos dias, como é o caso da perda do apoio de um antigo aliado, o ex-prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), que preferiu apoiar a candidatura à reeleição do governador Eduardo Campos (PSB). Os números das pesquisas também não ganharam os comentários de Jarbas.



"A campanha vai começar e nós vamos ver quem é que diz a verdade" foi um dos poucos comentários de Jarbas sobre a campanha eleitoral, na qual, segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (24), ele figura em segundo lugar com 29%, enquanto Eduardo desponta em primeiro nas intenções de voto com 59%.

Segundo o próprio senador, a estratégia dele para diminuir a desvantagem é andar. Esta foi a segunda caminhada de Jarbas em uma semana que ainda conta com mais dois percursos em busca de votos. Nesta quarta-feira (28) o candidato anda pelas ruas do bairro de San Martin. Na quinta-feira (29) o senador andarilho dá uma passeio no Sítio do Cardoso. Assim como as caminhadas anteriores, os outros eventos estão marcados para começar às 19h.

Também no evento, Marco Maciel não se poupou em falar sobre a campanha. Sobre a desvatagem de Jarbas nas pesquisas, o candidato à reeleição no Senado disse que é importante tentar ganhar espaço no Recife e Região Metropolitana, áreas que segundo ele o peemedebista tem força política por causa dos dois mandatos como prefeito e governador. "Jarbas ainda pode crescer, e crescer bastante", afirmou Maciel que segue o candidato ao Governo em todas as suas agenda e na segunda-feira (2) segue para Brasília. Sobre ele mesmo aparecer em segundo na corrida pelo Senado, ficando atrás do candidato do PT, HUmberto Costa, Maciel minimizou: "São apenas dois pontos. É praticamente empate técnico".