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sábado, 19 de fevereiro de 2011

5 qualidades essenciais de um investidor de sucesso

EXAME.COM

Conhecimento dos riscos, controle emocional e sorte são tão importantes quanto entender o mercado


Fábio Zugman, doutorando em administração para a FEA/USP: é preciso aprimorar comunicação entre gestores e clientes.
São Paulo - Fatores como a comunicação com os gestores, a sorte, o controle emocional e o perfeito entendimento de todos os riscos de uma aplicação são tão importantes ao sucesso de um investidor quanto seus conhecimentos teóricos e práticos acerca do mercado financeiro. É nesse sentido que aponta um estudo iniciado recentemente pelos pesquisadores Fábio Zugman e José Roberto Ferreira Savoia, da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP).

Em entrevistas com gestores de investimentos, o doutorando e o professor identificaram as cinco características e habilidades de um bom profissional do ramo, ou mesmo de um bom investidor individual. Um dos maiores problemas que os gestores identificam é o hábito de os investidores se importarem apenas com os resultados da aplicação, sem analisar outros fatores que influenciam a rentabilidade. A falta de informação e a afobação podem ser desastrosas. Conheça, a seguir, os cinco atributos do bom investidor:

1) Conhecimento técnico: a primeira característica é a mais óbvia. No caso dos gestores esse é o pré-requisito da profissão, é o conhecimento formal adquirido, por exemplo, na universidade. É claro que uma pessoa comum pode investir por conta própria sem precisar fazer faculdade de economia, mas fazer cursos sobre os tipos de aplicações financeiras e aprender o funcionamento e objetivo de cada uma delas é o primeiro passo.

2) Habilidades natas: outro pré-requisito óbvio. Trata-se da capacidade intelectual, a inteligência mínima para que a pessoa consiga entender o universo dos investimentos. Mas aqui entra também um fator muito importante, mas frequentemente ignorado por especialistas e investidores leigos: o controle emocional. “Conversando com os gestores, percebemos que ter sucesso nos investimentos não é uma questão de inteligência pura. Muitas vezes são mais importantes a postura frente aos desafios e o autocontrole”, diz Fabio Zugman. Atualmente existe até um ramo de estudos chamado finanças comportamentais, que se dedica a analisar as relações entre as emoções e o comportamento dos investidores, mesclando economia e psicologia.

3) Habilidades práticas: são as habilidades adquiridas com a prática. Esses conhecimentos variam de acordo com a pessoa, com o tipo de investimento e com o tempo de experiência.

4) Comunicação e conhecimento sobre os riscos: o que os pesquisadores chamam de “comunicação” refere-se à capacidade dos gestores de fazer seus clientes entenderem o funcionamento de cada produto, seus riscos e objetivos sem olhar apenas para a rentabilidade. É basicamente a capacidade de gerenciar as expectativas dos clientes. Do ponto de vista do investidor pessoa física, é a dedicação a entender cada um desses pontos e de se relacionar com quem administra a sua carteira, se for o caso. “Os gestores reclamam que os clientes só olham para a rentabilidade, sem entender, muitas vezes, que os ganhos maiores de um fundo concorrente podem ter a ver com riscos maiores. É necessário entender todos os custos e riscos por trás daquela rentabilidade”, alerta Zugman.

O pesquisador defende que os investidores devem procurar se informar sobre todas as taxas cobradas sobre o investimento e o perfil de cada um de acordo com o tipo de risco. É essencial ter na cabeça conceitos como alavancagem (empréstimos tomados por um fundo a fim de turbinar a rentabilidade, mas potencializando também os riscos), risco de volatilidade (variação do valor dos ativos), risco de crédito (de ter ou não o empréstimo pago ao se comprar um título de dívida) e diversificação dos investimentos de acordo com os diferentes objetivos. “Não adianta querer a rentabilidade de um fundo de renda variável se o seu perfil não é o de tomar risco”, exemplifica o pesquisador.

A partir da conversa com os gestores, os acadêmicos perceberam que intensificar a comunicação entre investidores e gestores é importante para sanar o problema, o que é particularmente difícil no segmento do varejo, por exemplo. Uma dica para escolher um bom gestor é identificar a instituição em que os profissionais consigam explicar todos os riscos e custos de uma aplicação. Mesmo que isso não seja possível, é fundamental que o investidor se informe a respeito, mesmo que por meio de cursos, consultores financeiros ou leituras extras, para não perseguir uma meta irreal, ou acabar perdendo dinheiro do qual não poderia prescindir.

5) Sorte: ainda que incontrolável, o chamado componente aleatório não pode ser negligenciado. Um bom resultado não necessariamente tem a ver com a competência do gestor ou do investidor, pode ser um fruto do acaso, e é preciso tentar minimizar esse efeito o máximo possível. Isso vale tanto na hora de escolher um gestor quanto para quem investe sozinho.

Traders profissionais costumam alertar para quem aplica em Bolsa que meia dúzia de bons resultados não fazem de ninguém um grande sucesso. O mesmo vale para as instituições que administram recursos. O resultado do ano anterior não é garantia de sucesso ou fracasso futuro, pois há uma série de outras variáveis envolvidas. “O ideal para os clientes não é encontrar o profissional perfeito, mas um que acerte mais do que erre”, afirma Fabio Zugman.

É claro que resultados passados são importantes. Quando se escolhe um fundo ou uma empresa para se investir, o ideal é que os resultados passados sejam consistentes e condizentes com o cenário econômico. Mas o passado não garante o futuro, há outros fatores em jogo, como a confiança no profissional ou na instituição. Instituições financeiras confiáveis são capazes de apresentar seus produtos e tirar dúvidas com clareza, por exemplo. No caso de fundos de investimento, é importante verificar se os resultados são consoantes com o que é prometido no fundo. “Se um fundo é vendido como conservador, mas tem volatilidade muito alta, há algo errado ali, algo que o investidor não sabe”, exemplifica o pesquisador.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CARNE E FRANGO MAIS CARO

Do Jornal do Commercio

O consumidor está desembolsando mais dinheiro para levar a feira para casa. Os preços das carnes de frango e bovina estão acima dos cobrados há cerca de um mês. “A carne bovina aumentou, em média, 10%, enquanto o frango registrou uma alta (também média) de 12%”, estimou ontem o presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Edivaldo Santos. Mesmo com o cálculo médio da Apes já ficando acima dos índices inflacionários, é possível encontrar reajustes ainda maiores em algumas redes do Estado, chegando a um aumento de 39% sobre o valor da carne bovina.

Numa rede de supermercado, o frango congelado custava R$ 2,89 o quilo há 30 dias e ontem estava por R$ 3,35, com alta de 15,9%. No mesmo local, o quilo de Chã de Dentro era R$ 9,67 há um mês e passou para R$ 13,49 – um aumento de 39,5%. “O preço da carne está salgado e vou diminuir a quantidade”, disse a dona de casa e doméstica aposentada Joaquina Deodora da Conceição, que estava em supermercado da Rosa e Silva, na tarde dessa quarta (28).

O aumento do preço da carne bovina está ocorrendo em todo o País. A oferta do boi gordo diminuiu na principal região produtora do País - o Centro-Sul - devido à crise internacional de 2008. Nesse período os grandes produtores não investirem na expansão dos seus rebanhos. A turbulência mundial provocou uma queda no consumo – cenário visto até o ano parte de 2009.

Outro motivo que contribuiu para a alta do preço da carne bovina foi a entressafra que começou este mês e vai até setembro. “Nesse período, chove pouco no Centro-Sul do País. A pastagem diminui, o boi fica mais magro e os produtores fazem menos abates”, explicou a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Jackeline Natal. Os produtores ganham mais quando o boi está gordo.

O aumento do preço da carne bovina vem ocorrendo desde o começo do ano na Região Metropolitana do Recife, como mostra um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), responsável por medir a inflação. Nos seis primeiros meses deste ano, ocorreu uma alta de 5,92% na Chã de Dentro, 3,87% no Acém e 5,58% no peito.

A alta da carne bovina deve se manter durante a entressafra, segundo dois executivos da área de varejo. Na terça-feira, o preço da arroba do boi gordo alcançou o maior preço na praça paulista de Barretos (no interior de São Paulo) desde novembro de 2008. O local é um dos que determinam o preço do produto no País. “Em outubro, o preço da carne bovina deve voltar ao mesmo patamar de maio último”, argumentou Santos.

Já a alta do valor do frango envolve pelo menos dois fatores: o aumento das exportações do produto – com redução no mercado interno – e o fim do frango temperado. Segundo Santos, alguns frigoríficos acrescentavam água com tempero ao frango e isso barateava o preço final do produto. “No meu entender, o fim do frango temperado foi bom para o consumidor. Em alguns casos, o cliente levava mais água do que os 12% médios de aumento que estão sendo cobrados agora”, afirmou.

“O consumidor deve usar a imaginação, levar o similar mais barato e até variar o cardápio para combater a alta no preço dos dois produtos”, aconselhou a economista Jackeline Natal. Ela destacou que a carne de porco registrou uma queda de preço de 10% nos primeiros seis meses deste ano, segundo dados do IBGE.

Ela argumentou que o consumidor deve ficar atento porque o aumento foi mais alto em alguns cortes. “Às vezes, o frango em pedaços está mais barato do que o inteiro”, concluiu.

domingo, 6 de junho de 2010

Eleições 2010 - Proposta dos Candidatos


Prezado leitores do Blog do Jair, estamos no inicio para as eleições deste ano, e como o objetivo do Blog é passar informação para vocês com o intuito de desenvolver a nossa sociedade, a partir desta semana passaremos a postar as propostas dos candidatos a presidência.
O primeiro tema que iremos abordar é economia, qual será as propostas dos candidatos para economia brasileira, começaremos com Marina Silva candidata do PV - Partido Verde.

Lembrando que este espaço é de vocês, comentem sobre as propostas, deixem recados, afinal quem escolhe a melhor são os eleitores.