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terça-feira, 12 de abril de 2011

O vendedor de Bíblias que quer faturar 1 milhão de dólares

EXAME.COM


Mario Barbosa, diretor executivo da Biblica Brasil, distribuiu mais de 800 mil cópias do livro sagrado no ano passado, atraindo a atenção do CEO mundial do grupo


São Paulo - No último mês, o CEO mundial da Biblica, uma empresa com mais de 200 anos de história e presença em 55 países, pegou um avião até o Brasil para ver com os próprios olhos o "milagre" operado pelo diretor da subsidiária local.


O britânico Keith Danby queria entender como o publicitário Mario Barbosa conseguiu acabar com a dívida de mais de 500 mil dólares da subsidiária brasileira, trazendo-a ao ponto de equilíbrio – e com a perspectiva de faturar 1 milhão de dólares neste ano. Também estava interessado em conhecer de perto um dos mercados que mais consomem o principal produto da organização: a Bíblia.

Só no ano passado, a Biblica Brasil vendeu mais de 800 mil cópias do livro sagrado, que custa a partir de 16 reais por unidade – as versões mais bem trabalhadas, com capa especial, chegam a custar 38 reais cada. O portfólio não se esgota na edição tradicional – Novos Testamentos, DVDs e audiobooks também fazem parte do acervo.

A história da Biblica no Brasil começou 16 anos atrás, quando a Sociedade Biblica Internacional – fundada em 1809, em Nova York – decidiu estabelecer operações no país para iniciar um esforço de tradução da Bíblia diretamente das linguas originais para o português. “Até então só tinhamos versões tarduzidas de outros idiomas”, explica Barbosa. O objetivo da nova tradução não era só oferecer uma versão mais fidedigna do texto, mas também torná-lo mais acessível ao público.

O trabalho consumiu nada menos que 10 anos para ser completado. Cerca de 24 profisisonais, entre tradutores e revisores, se envolveram na árdua tarefa de passar os textos das línguas originais – o hebraico, o aramaico e o grego – para o português. “Estamos mexendo com o sagrado, portanto é preciso ser muito fiel”, justifica o diretor. Além de publicar o livro sagrado, a Biblica licencia o texto da Nova Versão Internacional para terceiros.

No ano passado, a organização respondeu por quase 10% dos 9 milhões de Bíblias distribuídas no Brasil. “Desde 2004, quando assumi, venho trabalhando para equilibrar as contas. No ano passado finalmente saímos do vermelho. Agora estamos decolando”, conta Barbosa. O objetivo é aumentar ainda mais as vendas em 2011, chegando a 1,2 milhão de Bíblias distribuídas.

Mas engana-se quem acha que o executivo faz isso de olho em uma fatia do bolo: a Biblica é uma organização sem fins lucrativos – todo faturamento é revertido em investimentos para continuar divulgando a Palavra do Senhor. O grupo direciona verba para projetos sociais e distribui o livro sagrado gratuitamente a fieis que não têm recursos para comprá-lo. Mundialmente, a organização fatura mais de 70 milhões de dólares ao ano.

sábado, 9 de abril de 2011

OS MANDAMENTOS DO EMPREENDEDOR DE SUCESSO

O interesse de toda a sociedade em relação aos pequenos negócios é explicado pelo seu grande significado político e econômico. Político porque as micro e pequenas empresas funcionam como fator de equilíbrio da estrutura empresarial brasileira e coexistem com as grandes empresas. Econômico porque geram grande número de empregos, por isso, contribuem muito na geração de receitas e na produção de bens.

Para se ter uma idéia, das 470 mil empresas registradas pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) no Brasil em 1998, 34% foram enquadradas como micro empresas e cerca de 50% eram pequenas e médias. Ou seja, pelo menos 84% desses empreendimentos, no país, são de pequeno porte. No entanto, muitos empresários não conseguem manter suas portas abertas por muito tempo 56.291 empresas foram extintas em 1998, 11,4% a mais que no ano anterior. Pesquisas do SEBRAE-SP mostram que cerca de 58% das empresas de pequeno porte abertas em São Paulo não passam do terceiro ano de existência. O que leva tantas empresas à extinção? O que faz com que outras sobrevivam aos trancos e barrancos?

O fracasso pode estar ligado à falta de dinheiro no mercado, escassez de recursos próprios etc. Mas outras causas podem estar nos próprios empreendedores, isto é, a falta de habilidade administrativa, financeira, tecnológica e mercadológica.

A força que empurra o empresário para o sucesso é, sem dúvida, a vontade de enfrentar o desafio de abrir o próprio negócio. Mas somada à essa vontade tem que haver a disposição para adquirir conhecimentos e para desenvolver comportamentos adequados a empreendedores bem-sucedidos. Pesquisas feitas com empresários bem-sucedidos identificaram qualidades especiais comuns a todos eles. Aproveitando essa ""receita"" montou-se um decálogo do empreendedor de sucesso. Dez itens que revelam a personalidade de homens e mulheres que foram à luta e obtiveram seu lugar no mercado.



Assumir riscos

Esta é a primeira e uma das maiores qualidades do verdadeiro empreendedor. Arriscar conscientemente é ter coragem de enfrentar desafios, de tentar um novo empreendimento, de buscar, por si só, os melhores caminhos. É ter autodeterminação. Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a lidar com eles.



Identificar oportunidades

Ficar atento e perceber, no momento certo, as oportunidades que o mercado oferece e reunir as condições propícias para a realização de um bom negócio é outra marca importante do empresário bem-sucedido. Ele é um indivíduo curioso e atento a informações, pois sabe que suas chances melhoram quando seu conhecimento aumenta.



Conhecimento

Quanto maior o domínio de um empresário sobre um ramo de negócio, maior é sua chance de êxito. Esse conhecimento pode vir da experiência prática, de informações obtidas em publicações especializadas, em centros de ensino, ou mesmo de ""dicas"" de pessoas que montaram empreendimentos semelhantes.



Organização

Ter capacidade de utilizar recursos humanos, materiais financeiros e tecnológicos de forma racional. Resumindo: ter senso de organização. É bom não esquecer que, na maioria das vezes, a desorganização principalmente no início do empreendimento compromete seu funcionamento e seu desempenho.



Tomar decisões

O sucesso de um empreendimento, muitas vezes, está relacionado com a capacidade de decidir corretamente. Tomar decisões acertadas é um processo que exige o levantamento de informações, análise fria da situação, avaliação das alternativas e a escolha da solução mais adequada. O verdadeiro empreendedor é capaz de tomar decisões corretas, na hora certa.



Liderança

Liderar é saber definir objetivos, orientar tarefas, combinar métodos e procedimentos práticos, estimular as pessoas no rumo das metas traçadas e favorecer relações equilibradas dentro da equipe de trabalho, em torno do empreendimento. Dentro e fora da empresa, o homem de negócios faz contatos. Seja com clientes, fornecedores e empregados. Assim, a liderança tem que ser uma qualidade sempre presente.



Dinamismo

Um empreendedor de sucesso nunca se acomoda, para não perder a capacidade de fazer com que simples idéias se concretizem em negócios efetivos. Manter-se sempre dinâmico e cultivar um certo inconformismo diante da rotina é um de seus lemas preferidos. Independência Determinar seus próprios passos, abrir seus próprios caminhos, ser seu próprio patrão, enfim, buscar a independência é meta importante na busca do sucesso. O empreendedor deve ser livre, evitando protecionismos que, mais tarde, possam se transformar em obstáculos aos negócios. Só assim surge a força necessária para fazer valer seus direitos de cidadão-empresário.



Otimismo

Esta é uma característica das pessoas que enxergam o sucesso, em vez de imaginar o fracasso. Capaz de enfrentar obstáculos, o empresário de sucesso sabe olhar além e acima das dificuldades.



Tino empresarial

O que muita gente acredita ser um ""sexto sentido"", intuição, faro empresarial, típicos de gente bem-sucedida nos negócios é, na verdade, na maioria das vezes, a soma de todas as qualidades descritas até aqui. Se o empreendedor reúne a maior parte dessas características terá grandes chances de ter êxito. Quem quer se estabelecer por conta própria no mercado brasileiro e, principalmente, alçar vôos mais altos, na conquista do mercado externo, deve saber que clientes, fornecedores e mesmo os concorrentes só respeitam os que se mostram à altura do desafio.


José Dornelas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quem é insubstituível?

Blog do Empreendedor - Exame.com


Pedro Mello

Semana passada encontrei uma amiga do mundo corporativo que acabou de sair de uma empresa onde ficou os últimos quinze anos de sua vida profissional. Ela está passando por uma grande transformação interior, depois de ser pega completamente desprevenida por uma doença implacável. O mal foi tratado, mas, por pouco, não foi suficiente para despertar um verdadeiro exercício de auto-observação.

Por sorte os amigos aparecem na hora certa e, um comentário sincero e duro de uma amiga próxima, a fez começar a enxergar o quanto tinha se negligenciado durante todo esse tempo, dedicando todo seu tempo e energia em favor do trabalho, da “Firma”, colocando até a sua saúde em segundo plano.

Com seu despertar recente, muitos questionamentos começaram a aparecer. Nada como ter tempo para observar as insanidades que nos rodeiam! Uma delas é o processo de avaliação semestral que as empresas usam para dar direcionamento aos seus funcionários. No caso da minha amiga, ela estava chocada com o tempo que passou trabalhando árduamente em seus pontos fracos, algo que alguns “idealistas” ingênuos ainda chamam de “oportunidades de melhoria”.

Ou seja, passou grande parte desses anos todos fazendo cursos, estudando e se condicionando a suprir o seu lado negativo. Um esforço enorme, como todos sabemos. Mas em momento algum seus chefes trabalharam o seu lado mais brilhante durante as tais avaliações, para que ela brilhasse ainda mais no que é realmente boa, deixando outras pessoas do time suprirem suas supostas “deficiências”. Focaram esse tempo todo apenas nos “pontos que merecem atenção e melhoria”. Santa miopia!

Enfim… essa história me fez lembrar outra grande bobagem corporativa, aquela que diz que ninguém é insubstituível. Enquanto escrevia o post, coincidentemente, recebi um e-mail da minha mãe, Dona Dora, com uma história ótima para fechar esse post.

Aqui vai…

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

- E Beethoven?

- Como? – o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal, as empresas falam em descobrir e reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Então te pergunto: Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus ‘erros/ deficiências’.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranoico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se o seu gerente ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único! Com toda certeza ninguém te substituirá!

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso, com muita paz de espírito”.

É bom para refletir e se valorizar! Tenha uma semana insubstituível